Sei que imparcialidade é uma das palavras destaques sobre a descrição desse blog, mas minha imparcialidade pede licença pra deixar minha indignação passar e com motivos... Minha indignação, assim como a de qualquer um, é reflexo de uma situação crítica na segurança pública... Não, eu não escrevo depois de ter sido assaltado, também não escrevo porque vi alguém sendo assaltado, escrevo porque vi (midiáticamente) alguém ser assassinado... E sim, sei que vocês já imaginam por quem o cidadão foi violentamente assassinado: EXATO, pela Polícia Militar! Sei que não é surpresa pra ninguém hoje ser assassinado por quem deveria promover a LEI e a ORDEM, e por tanto e para tanto, a indignação deveria ser conformidade, no entanto hoje eu saturei, melhor e responsavelmente dizendo, eu me saturei de tanta passividade... Saturei por mim, por me perceber tão fora de uma realidade que é a minha, de negar tanto algo que é perceptível, estampado na cara, que é tão "reimoso", tão gorduroso, que muita gente, inclusive eu, tem nojo de engolir e prefere cortar do grande pedaço de carne e deixar de lado no prato. O problema é que quando uma situação de injustiça se instaura, quando o homem/a mulher em seu direito de cidadão civil de reclamar e de se opor a uma situação de opressão e questionar sobre o processo e por que assim ocorre, ele morre com um tiro a queima roupa em um posto de gasolina. Morre um alguém na estatística, mas morre também um Severino, filho de uma Maria e de um José, que era pai de uma adolescente ou de um adolescente, justamente aquele ou aquela com quem você brincava quando achava que o bacana do jogo de polícia e ladrão, era ser A Polícia... Quem quiser ver o vídeo: http://extra.globo.com/ Enviado por arthur