Archive for 2008

Reavivando o Blog [De novo! =x]

Pois bem, pessoal…

Estarei mais uma vez dando vida ao blog, dessa vez espero não deixar mais morrer, para tanto, contarei com a ajuda de toda a equipe do Falando Nisso!

Como puderam notar, o blog tem um novo domínio, finalmente criei vergonha na cara e resolvi, com incentivo do Marcelo “Kalib”, comprar um domínio…

Aproveito também pra dizer que o blog vai continuar com a mesma linha que vinha tendo, mas também passarei a dar um pouco mais de atenção a assuntos como Software Livre, Cultura Livre, inclusão Digital, MetaReciclagem e afins… Pois é, tinha que puxar um pouco a sardinha para o lado da militância… Hehehehe

Aproveitarei para fazer convite para novos colunistas e agradecer ao Darthur e o Moldador que continuaram postando mesmo depois do meu afastamento, Valeu manada!!!

É isso ai, o “Falando nisso” volta as suas atividades, e espero que agora seja definitivo!

Ah! Quiserem sugerir mudanças, críticas ou qualquer coisa do tipo, fiquem a vontade, o blog é te todos, não só de quem posta… Para isso que servem as ferramentas colaborativas!

Abraços a todos!

Orgulho de ser brasileiro

“Os brasileiros acham que o mundo todo presta menos o Brasil.”
comentários de uma holandesa sobre o Brasil

… E realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.
Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos enquanto que no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo ou de lavar as mãos antes de comer.
Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com a mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal e tem fila na porta.
Na Europa não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar aulas de como conquistar o cliente.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura.

Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece geralmente na hora em que estamos emotivos.
O Brasil tem uma língua que apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua portuguesa. Os brasileiros são vítimas de vários crimes contra sua pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que têm muitas razões para resgatar as raízes culturais.

Os dados que seguem são da Antropos Consulting:

  1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
  2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
  3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
  4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
  5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
  6. No Brasil há quatorze fábricas de veículos instaladas e outras quatro se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
  7. Das crianças e adolescentes entre sete e quatorze anos, 97.3% estão estudando.
  8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
  9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
  10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
  11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
  12. Por que não se orgulhar em dizer que o mercado editorial de livros brasileiro é maior do que o da Itália, com mais de cinqüenta mil títulos novos a cada ano?
  13. Que o Brasil tem o mais moderno sistema bancário do planeta?
  14. Que as agências brasileiras de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
  15. Por que não se fala que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
  16. Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira maior democracia do mundo?
  17. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados? Já cassaram até um Presidente.
  18. Por que não lembrar que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
  19. Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
  20. Que os brasileiros são considerados os maiores amantes do mundo, enquanto que os ingleses e os árabes são os piores? Que os brasileiros tomam banho todos os dias, às vezes mais de um por dia, enquanto que os europeus tomam em média um por semana? O país do mundo onde a Gessy Lever mais vende sabonetes é o Brasil.

… É! O Brasil é um país abençoado, de fato. Enviado por Moldado

Um diálogo entre imagens em um texto extenso sobre a política de heróis

Por falar em herói, temos um grande, o nosso maior herói: Macunaíma, o herói brasileiro…

E quem disse que queremos heróis? Nós não precisamos de heróis, e tenho dito. Nenhum daqueles musculosos com cara de bom moço e que sempre ficam com a mulher mais bonita, não precisamos de super-homens, nem homens ou mulheres que são idealizados, ideologizados, mistificados como guias pra um mundo melhor, não precisamos de idealizações e nem ideologias, e olha que Marx já apertou esse botão há algum tempo…

Mas devo admitir uma coisa, eu tenho meu herói: Paulo Freire. E se me é possível explicar, só o aceito na condição de saber que ele não vai me salvar, mas sim porque ele ensinou que todos nós somos heróis, e que cada um é responsável por sua existência de forma atemporal, não na espera, mas na realização, na concretude, a ponto de transformar as coisas pela consciência em ação, nada mais do que a velha e boa comadre: a Conscientização, e com “c” maiúsculo sim, se eu não escrevesse assim estaria coisificando algo que por si só tem vida e produz vida…

E então ainda queremos heróis? Talvez precisemos, mas não esses super-ícones, precisamos é de Josés e Raimundos, Marias e Severinas, que podem não ser “nada”, nem “ninguéns” pra história e por isso não vão aparecer nos livros do ensino fundamental e médio, mas ao construir vidas com dignidade, procurando deixar para o que está por vir algo que lhes é pertinente ou que lhes foi, tentando transformar o sofrimento em algo positivo, na resiliência buscar a superação, dessa maneira não entrarão nos livros, mas entrarão na própria história, a história que realmente diz quem são e o que puderam fazer.

Mas mesmo assim, depois de pensar, se ainda quiserem escolher heróis, façam-no, cada povo tem o líder que merece. Engraçado, eu ainda continuo me lembrando de Macunaíma.

Falta de ícones? Não, O problema não é a falta de ícones…

Acho que o problema reside justamente no oposto, quando críamos ícones, transferimos nossas responsabilidades pra eles. Duvida? Pensa na política, é muito claro quando há a eleição de um dito, acho que só dito mesmo, representante do povo, fica explícito a incumbência deste em resolver os problemas da população, e haja promessas, verdades que não acontecem e toda a sorte de artimanhas da grande prostituta do Brasil.

Pra mim, e sempre na minha perspectiva, qualquer tipo de transformação social não se dá somente a nível público, mas também no privado, a este cabe a denúncia, aquele a ação… Outra situação: um buraco em uma rua só vai ser tapado, quando alguém da rua for reclamar na prefeitura e não quando o político/herói passar por lá. É quando um grupo insatisfeito com uma situação, por seus meios, éticos diga-se de passagem, vai atrás de mudar estruturalmente uma ordem social e não por revoltas (está provado que violência não resolve nada), mas por revoluções, pois como Paulo Freire (meu herói) diz é um processo crítico que só tem fim quando a humanidade acabar ou a desumanidade sumir, pois enquanto houver uma relação desigual deverá haver uma transformação crítica e coerente com aquele povo.

A criticidade é que faz as coisas melhorarem, não heróis que aparecem nos jornais ou dentro da casa dos outros pela televisão, sob a ótica da mídia mostrando que são bons porque conseguiram isso ou aquilo através seja lá do que for. Tem gente que fora dos holofotes, fora do olhar pernicioso da sociedade, sofre muito mais, consegue muito mais, aprende e transforma muito mais, porque não se deixa prender nessa política de heróis…
E mesmo depois de tudo, se for pra escolher um herói, eu ainda prefiro ficar com Macunaíma, e isso sem fazer juízos de valor, até porque ele não tinha uma moral ilibada (o que torna repreensível seus atos e mais do que isso, impraticáveis e puníveis), mas pelo menos nunca esperou por algum ícone e fez… Façamos na medida das possibilidades, porque existir é pontualmente isso: a pura possibilidade de escolher, e que escolhamos agir, e nesse movimento, acredito numa valoração de pessoas dotadas de um saber que lhes é peculiar, um saber popular, e essas pessoas são o próprio povo, é todo o povo, somos todos nós, e por isso temos uma responsabilidade sobre o devir da nação, e para além de cidadania, há uma condição de existência como um povo, como uma nação, como um meio-ambiente, e principalmente como um planeta. Enviado por arthur

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Sobre mim

Gilfran Ribeiro aka Gil, gosta de software livre, esportes terrestres com o máximo de contato com a natureza possível, MetaReciclagem, cultura livre, leituras diversas.
Gosta de falar de política, futebol e religião com qualquer pessoa que goste de discutir assuntos e não pessoas.
Trabalha com redes, consultoria e de vez em quando arrisca-se a programar alguma coisa.