Arquivo para a Categoria ‘Responsabilidade Ambiental’

Acquário Não!

A recusa de uma obra do nível do Acquário serve de amostra para que os repasses de verba sejam melhores analisados, servirá para mostrar que a sociedade prefere que uma verba destinada a uma construção megalítica num estado que sofre com a seca no interior não quer um aquário cheio de água, que ainda não sabemos muito bem como será provida essa demanda de 15 milhões de litros para o tanque. Dar uma recusa neste acquário é, por si só, uma reivindicação por verbas empregadas de maneira mais responsável e em ações que demandam urgência. Sim, devemos reivindicar mais verba para a educação, já perdemos os 100% dos royalties do petróleo (que a educação só veria a partir de 2020, diga-se de passagem) e dizer "não ao acquário" é mostrar que a gente não quer mais um circo, a gente quer ações que venham a beneficiar o povo diretamente. Infelizmente o retorno que viria para o turismo não beneficiaria tanto assim a nossa cidade.. Quem é inocente de achar que o recepcionista do hotel vai ganhar mais? Mas o hotel, provavelmente de um conglomerado europeu, ou de grandes empresários brasileiros, vai poder aumentar sua tarifa... "Lei" da oferta e da procura... Quanto disso vai ser repassado ao povo? Ao trabalhador? O não ao acquário é mais do que o não ao empreendimento, é o basta ao benefício dos grandes e o SIM ao povo. Que volte a verba, que repense a verba e que ela volte em obras voltadas para a educação, a saúde e de auxílio a estiagem.

E-lixo

Eu estava hoje curtindo o feriado e descansando por conta de uma gripe que me derrubou, daí comecei a assistir o Repórter Eco na TV Cultura.

A primeira matéria tratou de um assunto que eu tento acompanhar atentamente, que é a produção de lixo tecnológico... Mas algo me deixou pasmo.  O programa fez uma citação sobre o material necessário para se produzir um computador de mesa com monitor de 17 polegadas que tem como fonte um estudo feito pela ONU que eu ainda não achei.

O dado que me deixou atônito foi o seguinte: Para produzir um computador de mesa com um monitor de 17 polegadas são gastas 2 toneladas de matéria prima, 22 quilos só de produto químico e vários litros de água pura para a fabricação dos Chips.

A reciclagem de computadores é algo delicado, como a própria reportagem também abordou:  " Se nós dermos o micro para uma empresa de reciclagem e ela é especializada em uma determinada área - ou é plástico, ou é metal ou placa, o que ela faz? Ela pega o que interessa e o resto tem um destino desconhecido. Ou ,às vezes ,vai para o aterro sanitário, mas do nosso ponto de vista isso não é sustentável". Tendo em vista isso, cada vez mais se ver a necessidade de maiores investimentos e divulgação de iniciativas de MetaReciclagem.

Esses dias eu estava lendo no Diário do Nordeste e também vi no próprio Repórter Eco que também segundo a ONU o Brasil é o país emergente que mais produz e-lixo.

A ONG Ceará em Foco: Antenas e Raízes, da qual faço parte, tem feito todos os esforços no sentido de virar um centro de coleta de e-lixo e em um dos seus eixos de atuação, ela trata da MetaReciclagem.

Em breve a ONG estará firmando acordo com locais que podem ajudar na questão da coleta e também na logística de transporte afim de viabilizar ainda mais essa iniciativa. Este ano faremos um posto de coleta durante o FLISOL de Fortaleza que ocorrerá no Sábado do dia 24 de Abril deste ano. Se você tem um computador parado é uma ótima oportunidade de descartá-lo de maneira ambientalmente correta.

Os computadores resultantes dessa coleta servem para subsistência da própria sistemática de recolhimento, doações para centros comunitários e bibliotecas que não recebem esse amparo do primeiro setor.

Se você tem interesse em firmar uma parceria com a ONG, pode ajudar na logística, pode ser posto de coleta, tem qualquer proposta que vise melhorar esta sistemática ou quer tentar ajudar de qualquer outra maneira, entre em contato com a ONG através do email: cearaemfoco em cearaemfoco.org.br. Toda ajuda é sempre muito bem vinda.

É isso aí pessoal, vamos evitar o consumismo desenfreado e aproveitar ao máximo os recursos que temos. Pensar bem antes de comprar um novo computador e pensar ainda melhor na maneira que iremos descartar o antigo.

Fonte das citações do Repórter Eco: http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=1137

Projeto de lei visa acabar com os paredões de som

Hoje recebi no e-mail uma daquelas mensagens sem respaldo de fonte, mas como a notícia me interessava, busquei me iterar do assunto e fui pesquisar.

A mensagem tratava de um projeto de lei municipal que visa regular (diferente de proibir) o uso de equipamentos de som voltados para o ambiente e não para o interior do veículo, os vulgos "paredões de som".

Depois de ver o e-mail, fui aos sites de busca e pude ver que o projeto é verídico e mais, o vereador que é autor do projeto de lei está, inclusive, recebendo ameaças de morte, como consta nesta reportagem do jornal "O Estado".

O projeto pode ser acompanhado pelo site da Câmara Municipal de Fortaleza, na parte de "Tramitações".  Você o achará no formato abaixo:

Tipo de Documento: 01 - Projeto - Lei
Nº do Documento: 0198/09
Autor: GUILHERME SAMPAIO
Data da Entrada: quarta-feira, 6 de maio de 2009
Ementa: ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DA EMISSÃO DE LICENÇA PARA A MONTAGEM DE EQUIPAMENTOS DE SOM AUTOMOTIVOS, NA FORMA QUE INDICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
(Atualizado no dia 22 de Fevereiro de 2010)

Pesquisando no site do próprio vereador, pude ver que haverá uma discussão sobre o projeto no dia 26, sexta feira, na Câmara e caso alguém queira ir, ela terá início às 9h.

Para terem ideia da seriedade da lei, ela contempla o uso profissional do equipamento de som e também o uso para esportes, desde que obedecida a legislação, ou seja, só quem vai sair "prejudicado", são aqueles que usam o equipamento unica e exclusivamente para perturbar a paz.

Segue abaixo a lista, retirada do site do autor do projeto, de alguns pontos que o projeto de lei contempla:

- Fica condicionada à emissão de licença pelo órgão municipal competente a montagem de equipamentos de som automotivo cujos altofalantes não estejam voltados para o interior do veículo.

- Para conseguir esta licença, o proprietário do veículo deve enviar requerimento por escrito à autoridade competente, ao qual será anexada cópia autenticada do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo. Ele também deve comprovar a justa necessidade do equipamento de som para uso profissional.

- Também terão direito à licença os membros de associações de usuários de sons automotivos, que participam de competições e eventos culturais e desportivos do setor.

- Para conseguir a licença de que trata o tópico anterior, terão de ser atendidas as seguintes exigências: somente serão reconhecidas as associações formalmente constituídas e cadastradas no poder público municipal, na forma que dispuser regulamento desta lei e, ainda, os associados deverão passar por curso de educação ambiental, desenvolvidos por entidades reconhecidas pelo poder público municipal, com carga horária não inferior a 15 (quinze) horas.

- O deslocamento do equipamento licenciado deverá ser feito obrigatoriamente com o mesmo desligado e protegido com capa acústica, a qual deverá cobrir integralmente os cones dos altofalantes, sob pena de revogação da licença e aplicação de multa. Fica obrigatória a condução da licença nos veículos com equipamentos licenciados.

- Os donos de veículos com equipamentos sonoros já instaladosem desconformidade com a presente lei, terão o prazo de 120 (cento e vinte) dias para regularizar a situação perante o órgão municipal competente, a partir das exigências e condições estabelecidas pela Lei do Paredão.

É isso aí, pessoal... Quem tiver disponibilidade de tempo e quiser apoiar o projeto de lei, faça-se presente na Câmara de Vereadores de Fortaleza no dia 26, sexta-feira, às 9h.

Responsabilidade Ambiental

Bem, o escopo deste blog é mais voltado para tecnologia, com uma ou outra critica aqui e acolá, e também algumas coisas pessoais como viagens e afins...

Eu basicamente trabalho com Software Livre, mais especificamente na área de Inclusão, Consultoria e Segurança... Mas também trabalho com a parte de MetaReciclagem, tanto pessoalmente como também por uma ONG da qual faço parte, a Ceará em Foco: Antenas e Raízes.

Puxei o gancho da MetaReciclagem pois ela é a área mais próxima de responsabilidade ambiental que eu trabalho... Eu estive comentando essa semana com alguns amigos durante o CESoL sobre algo que eu procuro fazer anualmente, procuro plantar algumas árvores para tentar repor o que produzo de gás carbônico.

Para tanto, existem alguns sites de ONGs ligadas especificamente a este tema e ainda um portal chamado Planeta Sustentável da Abril. Nestes sites você pode ver várias informações, e o mais interessante são algumas calculadoras que auxiliam você a saber quanto você produz de CO2 e já calcula pra você a quantidade de árvores que você precisa plantar para repor esse dano causado por você no dia a dia. Essas calculadoras são bem práticas e levam em conta vários fatores, como: Consumo mensal de energial, combustível, gás de cozinha, viagens aéreas durante o ano... Este é o mais comum, mas existem outras calculadoras, inclusive voltadas para grandes empresas e ONGs especializadas em fazer esse levantamento e propor a compensação a estas...

Em média gasta-se 12 reais por muda (valores para pessoas físicas) em ONGs que já trabalhe com isso... O meu gasto, por exemplo, é de 12 mudas, o que daria 144 reais por ano...

Para alguns pode parecer uma preocupação desnecessária, mas considero bastante necessário. Inclusive eu comentava com o pessoal durante o CESoL que devido a minha necessidade de locomoção rápida e também a "qualidade" do transporte público em Fortaleza, fica inviável utilizar-se desse. Para tanto, procurei um meio de tentar pelo menos compensar esse mal.

Empresas que se interessarem pela idéia, procurem ONGs como a Iniciativa Verde e muitas outras que trabalham com a idéia do "Carbon Free".

No mais é isso... Evitar o desperdício e tentar compensar o que realmente foi necessário... É o conteito da neutralização de carbono... Já diria o ditado popular: "Muito ajuda quem não atrapalha".

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Sobre mim

Gilfran Ribeiro é entusiasta de software livre, MetaRec e cultura livre.
Gosta de falar de política, futebol e religião com qualquer pessoa que goste de discutir assuntos e não pessoas.
Trabalha com consultoria, ainda insiste em trabalhar com a segurança de informação mas vai se livrar dessa área. Em breve espera trabalhar exclusivamente com inclusão sociodigital!