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1. De onde vem o conceito de Software Livre?

Diante de nossa atual situação tecnológica seria impossível falarmos de GNU / Linux sem antes entendermos o que é Software Livre ou de onde surgiu essa filosofia.

Durante muito tempo a tecnologia vem se desenvolvendo e tornando-se cada vez mais necessária para os dias atuais. Para tal evolução, pessoas do mundo inteiro, chamadas programadores, contribuíram de forma significativa criando programas ou softwares para customizar o funcionamento dos computadores. Em boa parte desta evolução, ao precisar de algo que outro já criou, o programador receberia prontamente deste outro para assim poder fazer suas devidas mudanças ou mesmo aperfeiçoamentos poupando-lhe esforço e tempo. O autor original como agradecimento recebia seu programa melhorado. Porque refazer o que já foi feito antes? Desta forma se dava a troca de informações e conhecimento entre a comunidade como um todo até que uma outra idéia surgiu: Fechar o código fonte e ganhar dinheiro em cima disso. Foi nesta época que o conhecimento passou a deixar de ser livre passando a ter um dono e uma patente em cima do mesmo. Sendo vendido em caixas com a permissão para instalação em apenas uma máquina limitando-se ao uso técnico sem poder estudar aquela tecnologia a fundo ou repassar para outros interessados. Aí mostrava-se o limite da tecnologia como uma linha que não se podia ultrapassar, já que você não mais poderia aperfeiçoar um software adaptando-o às suas necessidades por não mais ter acesso ao código fonte do mesmo. O conhecimento passou a ser então manipulado e controlado criando uma enorme dependência tecnológica. Em meados de 1983-1984 o programador americano Richard Stallman percebeu que o senso de união e integração estava perdendo espaço para um senso de egoísmo e monopólio passando assim a iniciar um movimento ativista criando assim o Projeto GNU em 1985 defendendo a idéia do Software Livre. Por que refazer todo um programa quando você tinha programas parecidos com o que você queria desenvolver? Por que não ajudar em um programa que você achava que estava rodando lento e que possivelmente saberia como deixa-lo mais rápido contribuindo assim para o seu código fonte? Essas perguntas não faziam sentido para o Richard, e por essas e outras ele começou este projeto, que de tão óbvio que era, rapidamente caiu na simpatia de toda a comunidade. A partir daí milhares de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro uniram-se a ele nessa luta de forma a mostrar à todos que o compartilhamento da informação é fundamental para o desenvolvimento assim como a união e a solidariedade. Para tal filosofia foram criadas algumas regras que na verdade são liberdades. Não poderia ser diferente tratando-se de Software LIVRE. São as 4 liberdades do Software Livre listadas abaixo: * Liberdade de executar o programa, da forma como quiser. * Liberdade de estudar o funcionamento do programa podendo inclusive modificá-lo de acordo com sua necessidade. * Liberdade de redistribuir cópias do programa livremente. * Liberdade de melhorar o programa e tornar estas melhorias públicas de forma a beneficiar o próximo. O projeto GNU não é somente desenvolvimento e distribuição de alguns softwares livres úteis. O coração do projeto GNU é uma idéia: que software deve ser livre, e que a liberdade do usuário vale a pena ser defendida. Se as pessoas têm liberdade mas não a apreciam conscientemente, não irão mantê-la por muito tempo. Se queremos que a liberdade dure, precisamos chamar a atenção das pessoas para a liberdade que elas têm em programas livres. Com o passar dos anos, e baseado nessa filosofia do Software Livre, surgiu então o sistema operacional que hoje chamamos de GNU / Linux. 2. O que é o sistema GNU/Linux?

Em 1989 um estudante finlandês chamado Linus Torvalds inicia um processo pessoal de aprimoramento do Kernel do Minix, um sistema operacional do tipo Unix escrito por Andrew Tannenbaum, chamando esta vertente de Linux como abreviação de Linus´s Minix.

O que parecia um projeto acadêmico foi tomando novos ares e Linus passou a perceber as possibilidades que aquilo poderia trazer assim como suas possíveis proporções, então depois de um certo tempo de trabalho, Linus lança a seguinte mensagem na internet: "Você sente saudade dos bons dias do minix-1.1, quando homens eram homens e escreviam seus próprios device drivers? Você está sem um bom projeto e morrendo de vontade de colocar as mãos em um sistema operacional o qual possa modificar de acordo com suas necessidades? Você acha frustrante quando tudo funciona bem no Minix? Sem mais noites em claro para fazer com que um programa funcione? Então esta mensagem pode ser exatamente para você. 🙂 Como eu mencionei há um mês, estou trabalhando em uma versão livre de um sistema operacional similar ao minix para computadores AT-386. Ele finalmente alcançou o estágio onde pode ser utilizado (ou não, dependendo do que você deseja), e eu estou disposto a colocar os fontes disponíveis para ampla distribuição. Ele está apenas na versão 0.02, mas eu tenho executado nele, sem problemas, programas como bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress, etc." Esta mensagem chama a atenção de muitas pessoas, entre elas programadores, analistas ou até mesmo entusiastas do movimento de Software Livre ou GNU. Logo essas pessoas passaram a entrar em contato com Linus e então um grande time de desenvolvimento formou-se em cima do que hoje chamamos de GNU / Linux. Com pessoas espalhadas pelo mundo inteiro trabalhando em cima do mesmo objetivo, não fica difícil imaginar porque o GNU / Linux passou a ser tão estável, seguro e maduro como sistema operacional. Finalmente em 1991 Linus lança a primeira versão oficial do Linux, juntando-se mais tarde, em 1992, ao projeto GNU de Richard Stallman com o objetivo de produzir o sistema operacional completo como o conhecemos hoje. 3. Por que usar a plataforma Livre?

Imaginemos o seguinte padrão: Softwares são programados através de uma linguagem. O que é Linguagem? É um conjunto de códigos que funciona como Meio de Comunicação, seja ele entre Humano / Humano ou Humano / Máquina por exemplo. Então imaginemos que a língua portuguesa é como um Software, e precisamos dela para nos comunicar com outras pessoas, correto? Agora imagine você se os códigos da língua portuguesa fossem patenteados por alguém ou mesmo fechados. Além de você não ter livre acesso aos vários códigos que formam a língua portuguesa você ainda teria de pagar para quem a patenteou. Sim, você teria que pagar para falar!

O que isto tudo importa para a informática? Bom, infelizmente a maioria dos softwares ou programas de computador vem enfrentando esta mesma situação no Brasil, pois é através do software que eu consigo me comunicar com meu computador, e a maioria das pessoas ainda tem de pagar para falar com seu computador. O mais absurdo é que o pagamento recolhido sequer fica no Brasil, pois é entregue para uma empresa no exterior que monopoliza o mercado. O Brasil paga cerca de R$ 1.000.000.000,00 (1 bilhão) por ano em troca desses softwares. Num sistema fechado, também não conseguimos desenvolver nossa própria autonomia tecnológica, pois não temos como estudar o seu código e não temos segurança de acesso e envio de informações em nossas próprias máquinas. Quem garante que naquele software fechado instalado em minha máquina não há junto um programa espião vasculhando minhas contas e arquivos pessoais? No software livre você não tem obrigatoriedade de pagar nada a ninguém, desenvolvido por milhares de programadores ao redor do mundo, voluntários ou não, que compartilham seus códigos com o mundo, no software livre você usa produtos testados por milhares de pessoas que entendem do assunto e que procuraram de todas as formas possíveis, brechas, falhas, bugs e você mesmo pode ajudar nisso, você como usuário é parte importante da comunidade do software livre, sugerindo, reportando alguma falha, opinando, discutindo, ensinando e aprendendo, ou seja, o software livre vai além do uso da ferramenta, ele vai a democratização do conhecimento. Principais vantagens da utilização de Software Livre: * Segurança (praticamente isento de vírus, você **sabe** o que está instalando em sua máquina, pois seu código é aberto) * Economia (você pode baixar ele sem custo da internet, tanto o software quanto a sua documentação de uso) * Alternativa à pirataria (você não corre riscos ao ser surpreendido por fiscais cobrando por licenças) * Engajamento (você estará utilizando uma solução mais viável para um país em desenvolvimento como o Brasil) * Autonomia (você tem liberdade para fazer o que quiser com este software desde que siga as 4 liberdades básicas a ele atribuídas) ** As 4 liberdades foram citadas mais acima no tópico "De onde vem o conceito de Software Livre". SOFTWARE LIVRE! Socialmente Justo...Economicamente Viável...Tecnologicamente Sustentável. 4. Quem faz o Software Livre?

A resposta para essa pergunta é bem simples; Você! Contribuindo com código fonte, engajando em projetos de softwares existente, reportando bugs de programas, repassando o conhecimento adquirido, ajudando outras pessoas por meios diversos, chat, eventos ou mesmo um bate-papo na rua difundindo a cultura do software livre, você também pode engajar em uma comunidade ou diretamente em um PSL (Projeto Software Livre) que tem como fundamento principal integrar as comunidades de software livre, usuários, empresas que apóiam a iniciativa, e pessoas interessadas, unindo essas pessoas para fazer ações coletivas.

Busque informações através da rede e comece a participar de comunidades, grupos de usuários, coletivos, listas de discussão etc. e passe a interagir com quem você tem mais afinidade. 5. Como Listar os Usuários cadastrados no meu GNU/Linux?

Normalmente os usuários do GNU/Linux são criados com o UID 1000 em diante, todavia esse parâmetro pode ser alterado, basta você editar o arquivo /etc/login.defs e mudar o valor da variável UID_MIN (que tem 1000 como padrão). Levando em consideração que seu sistema esteja seguindo o padrão, você pode utilizar a seguinte concatenação de comandos: awk -F ':' '$3 >= 1000{print $1}' /etc/passwd Explicando o comando acima, o comando awk manipula os campos. Neste comando estamos usando três formas dele. a primeira é o parâmetro -F, que vai fizer qual é o separador de campos.. No caso, como estamos lendo o arquivo /etc/passwd, o separador de campo é o ":", como visto nesse exemplo: gil:x:1000:100:Gilfran Ribeiro da Silva:/home/gil:/bin/bash Depois de saber quem delimita os campos, ele vai comprar o terceiro campo ($3), que no caso é o UID (nesse exemplo é o 1000) e vai testar se ele é menor ou igual a 1000 (que é o UID_MIN, isso faz com que ele ignore quem tem UID menor que esse, como o root e usuários dos serviços do sistema). Caso essa condição seja verdadeira, ele vai imprimir o primeiro campo ($1) do arquivo. Sendo assim, todos os usuários do 1000 em diante serão impressos na tela.

O sistema de FAQ foi criado por Allan Carvalho, da "AC Soluções Interativas - Desenvolvimento de Sites". O script usado pode ser visualizado aqui. Desde já fica meu agradecimento ao Allan Carvalho pelo espírito colaborativo.